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Uma nova chance de refinaria para o Ceará

O Governo do Estado assinou ontem memorando de entendimento com a Guangdong Zhenrong Energy para que a empresa chinesa realize estudo de implantação de uma refinaria na área da Zona de Processamento de Exportação (ZPE). A previsão é de investimento é de US$ 4 bilhões, com financiamento chinês. 

 


Com viabilidade garantida por especialistas ouvidos pelo O POVO, o empreendimento deverá gerar 10 mil empregos na fase de construção e 8 mil postos permanentes entre diretos e indiretos. A unidade deve produzir 300 mil barris de petróleo ao dia. O empreendimento está incluído no acordo Brasil-China, ratificado no ano passado.


A cadeia produtiva do petróleo também ganhará. A petroquímica Qingdao Xinyutian Petroquimical, que também integra o projeto, ficará responsável pela produção de derivados advindos do combustível fóssil.


O POVO apurou que no próximo mês o Governo do Estado deve entregar aos chineses um estudo, que já está pronto, de viabilidade econômica sobre o empreendimento para facilitar o trabalho da Guangdong. Após a análise do documento, uma equipe de campo visitará a região que a refinaria será instalada. A perspectiva é que as obras sejam iniciadas no primeiro semestre de 2017. Fundada em 2002, a Guangdong Zhenrong Energy atua também nos segmentos de obtenção de petróleo cru, metalurgia, mineração e armazenamento de combustíveis.

Automóveis

O Ceará também negocia com os chineses a instalação de uma fábrica de automóveis na ZPE. Hoje, o governador Camilo Santana visitará unidade produtiva na província de Fujian. “O governador vai conversar com três montadoras. Será discutida a possibilidade de o investimento estar dentro do acordo Ceará-Fujian”, diz Antônio Balhmann, assessor especial para Assuntos Internacionais do Estado.

O modelo de negócio será discutido. “Queremos construir com os chineses uma parceria em que o Governo investirá 40% e os empresários 60% para a implantação de uma fábrica”. As empresas que o Estado dialoga são fabricantes de ônibus, vans e automóveis de passeio.


Ainda hoje Camilo visitará a Coreia do Sul (Incheon e Seul)., onde conversa com empresas do setor de gás. Em setembro, o Estado assinou memorando com a coreana Kogas para a implantação de uma unidade regaseificação para 12 milhões de metros cúbicos gás natural liquefeito. Outra chinesa, a Power China, também mira num terminal de GNL no Pecém.

Fonte: O Povo

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