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José Aldo comenta lesão e possibilidade de McGregor se tornar campeão: ‘terá um cinturão de brinquedo’

No último 23 de junho, às 11h30 da manhã, o campeão peso-pena do UFC, José Aldo Junior, realizava treino de sparring na academia Nova União quando foi atingido por um golpe de um companheiro e sofreu uma fratura na costela.

Segundo laudo da Clínica de Diagnóstico Por Imagem (CDPI), localizada no Rio de Janeiro, confirmado pelo Dr. Rickson Moraes, ficou constatado, por resultado de tomografia, uma “fratura bem coaptada da junção costo-condral do arco costal”. Nesta terça-feira, dia 30 de junho, foi oficializada sua saída da luta contra o irlandês Conor McGregor, prevista para o dia 11 de julho, em Las Vegas, nos Estados Unidos, por conta da lesão.

Sobre o fato, o campeão José Aldo vem por meio desta nota oficial esclarecer o ocorrido:

“Durante três meses, diariamente, realizei três períodos de treinamento. Investi meu tempo e dinheiro, trazendo parceiros de treino, tanto do país quanto de fora, para realizar o melhor camp da minha vida e estar pronto para defender, pela oitava vez, o meu cinturão no dia 11 de julho. Infelizmente, sofri uma fratura na costela durante um treino, que está comprovada por laudo oficial, e apesar de fazer todo o possível para lutar, fui obrigado ao contrário e isso me entristeceu muito. Somente eu, minha família, treinadores e companheiros sabemos quanto eu me esforcei para representar o Brasil novamente.
A decisão foi tomada em respeito aos fãs e ao UFC, que hoje me consideram o melhor lutador peso-por-peso do mundo. Eu não poderia lutar sem ter 100% das minhas condições físicas e com uma fratura na costela que poderia se agravar caso sofresse um golpe no local. Muitas pessoas me disseram para lutar mesmo assim, por conta do dinheiro que poderia ganhar, mas não me venderia por quantia alguma, seja ela qual fosse. Luto por amor ao que eu faço e pelo meu país. O dinheiro, para mim, vem em segundo plano, é igual sombra: quando você tenta pegar, não consegue, mas quando você anda para frente, ele te segue. O dinheiro acaba em algum momento, mas o legado de conquistas ficará para a história, e é isso que mais valorizo.
Sou campeão do UFC desde abril de 2011, defendi meu cinturão sete vezes em quatro anos, e farei a oitava defesa ainda em 2015, uma média de duas lutas de título por ano. Isto sem contar o WEC, evento de propriedade da Zuffa, assim como o Ultimate, e do qual fui campeão em 2009 para depois colocar o cinturão em jogo por mais duas vezes em menos de um ano. Por isso, não posso concordar com a decisão do UFC em ter um campeão interino da minha categoria, justificando isso com as cinco oportunidades que não pude defender o cinturão.
Caso essas lutas tivessem ocorrido, eu teria feito, apenas no UFC, 12 lutas de título em quatro anos, com uma média de três disputas por ano, uma média que nenhum campeão teve. Raramente algum fez três defesas em um ano. Então, esse não pode ser o motivo principal para ser dado um título interino, mas como o UFC é uma empresa privada da qual sou contratado, não posso reclamar das suas decisões, mas nem por isso posso dizer que concordo.
Com relação ao meu adversário, que falou para eu me apresentar para a luta como homem, não posso falar nada sobre um cara que imita na vida um personagem de série de TV (o ator Travis Fimmel, da série Vikings). Esse é realmente quem ele realmente queria ser, porque deve ter vergonha de ser quem é de verdade, tanto que imita as falas, jeito de ser e tatuagens desse ator. Ele é um artista, mas não das artes marciais, e sim de comédia barata. É até um desrespeito com o ator e, principalmente, com atletas de verdade. Ele deveria procurar um palco e não um octógono. O octógono é meu reino e lá só existe espaço para um rei, que sou eu, e se ele quiser participar, vai ter que ser como bobo da corte que já é.
Se vencer o Chad Mendes, a única coisa que ele terá será um cinturão de brinquedo para mostrar aos amigos, bêbado nos bares do país dele, porque é isso que um título interino representa para mim: um brinquedo. O campeão sou eu”.

Fonte: Jornal O Povo

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