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Secretarias do Ceará aguardam posição do Ministério da Saúde sobre o Zika Vírus

A Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (Sesa) e a Secretaria Municipal de Fortaleza (SMS) aguardam posicionamento do Ministério da Saúde sobre como irão proceder em relação ao Zika Vírus, que causa infecções semelhantes, principalmente, à dengue e ao sarampo. No momento não há confirmação de registro pelos órgãos oficiais de paciente com esse vírus no Estado do Ceará.

Vale ressaltar que o Zika Vírus é algo tratável e presente na literatura médica. Portanto, não há necessidade de grandes preocupações por parte da população. Prova disso é que, até o momento, não há obrigatoriedade dos profissionais notificarem ao Ministério da Saúde o registro do vírus.
No entanto, várias pessoas em Fortaleza estão procurando unidades de saúde com sintomas semelhantes, mas a orientação é de que as enfermidades sejam avaliadas como doenças exantemáticas.
Em outros estados do Nordeste, nos últimos meses, doenças com sintomas semelhantes também estão preocupando pacientes e médicos devido ao difícil diagnóstico. Nesta semana, pesquisadores do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Federal da Bahia (UFBA), registraram a presença do "Zika Vírus" em pacientes do município de Camaçari, na Bahia, porém, o MInistério da Saúde ainda não tem dados oficiais sobre a ocorrência.
O presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Érico Arruda, afirmou, em entrevista ao Diário do Nordeste, que a complicação de reconhecimento de sintomas é algo que ocorre diariamente no trabalho do médico, tanto que os profissionais trabalham com o diagnóstico diferencial para as doenças de rubéola, exantema súbito, parvirovírus B19, enteroviroses, Chikungunya, e demais doenças que apresentem erupções cutâneas. “Trabalhamos com diversos tipos de endemias e doenças no Ceará. Um diagnóstico decisivo só é dado após uma bateria de análises clínicas e de sintomas de cada paciente”, relatou o infectologista.
Quanto ao Zika Vírus,considerado o causador da virose misteriosa com sintomas semelhantes aos da dengue, no municípios de Camaçari, na Bahia, o presidente relata que ainda não há como afirmar a presença desse vírus no Ceará, sem a confirmação dos órgãos oficiais da saúde, no caso, o Ministério da Saúde e as Secretárias do Estado e do município.
Por meio de nota, o Ministério da Saúde revelou que acompanha a situação e participa da investigação dos casos de síndromes exantemáticas, junto com as secretarias estaduais e municipais de Saúde, e reforça a baixa gravidade dessas viroses com sintomas semelhantes. "Os casos são registrados nos estados da Bahia, Maranhão, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe e Paraíba. Até o momento, as investigações indicam casos de baixa gravidade e de curta duração", acrescenta a nota.
Devido às semelhanças de sintomas, o Ministério da Saúde divulgou nota em seu portal orientando o diagnóstico diferencial do sarampo, que deve ser realizado para as doenças exantemáticas febris agudas. Dentre essas, destacam-se as seguintes: Rubéola, Exantema Súbito (Roséola Infantum), Dengue, Enteroviroses, Eritema Infeccioso (Parvovírus B19) e Ricketioses.
Zika Vírus: De acordo com a pesquisa do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Federal da Bahia (UFBA), o Zika Vírus causa um quadro muito parecido com o da dengue, em que o paciente pode apresentar sintomas como febre, diarreia, dores e manchas no corpo. Porém, este novo vírus é mais fraco e os sintomas mais brandos.
Rubéola: doença de natureza viral, que em geral inicia seus pródromos em criança, o exantema é róseo, discreto e, excepcionalmente, confluente, com máxima intensidade no segundo dia, desaparecendo até o sexto dia, sem descamação. Há presença de linfoadenopatia, principalmente retroauricular e ocipital.
Exantema súbito (Roséola Infantum): o exantema súbito é uma doença de natureza viral (herpes vírus 6), ocorre principalmente em crianças menores de dois anos, apresenta três a quatro dias de febre alta e irritabilidade, podendo provocar convulsões. O exantema é semelhante ao da rubéola e pode durar apenas horas. Inicia-se, caracteristicamente, no tronco, após o desaparecimento da febre e não há descamação.
Eritema infeccioso (Parvovírus B19): caracterizado por exantema, febre, adenopatia, artralgia e dores musculares, ocorrendo principalmente em crianças de quatro a quatorze anos de idade, sendo moderadamente contagiosa. O exantema surge, em geral, sete dias após os primeiros sinais e sintomas, identifica-se por três estágios. Estágio 1: face eritematosa, conhecida como “aparência de bochecha esbofeteada”. Estágio 2: Um a quatro dias depois, caracterizado como exantema maculopapular, distribuído simetricamente no tronco e nas extremidades, podendo ser acompanhado de prurido. Estágio 3: Mudança de intensidade no rash, com duração de uma ou mais semanas, exarcebado por exposição ao sol ou por fatores emocionais.
Dengue: caracteriza-se por início súbito, com febre, cefaléia intensa, mialgia, artralgias, dor retro-orbital, dor abdominal difusa e erupção máculopapular generalizada, que aparece freqüentemente com o declínio da febre. É também uma doença de natureza viral.
Enteroviroses (coxsackioses e echoviroses) e ricketioses: os indivíduos apresentam três a quatro dias de febre, no caso do vírus ECHO. No curso da doença, podem aparecer exantemas de vários tipos, predominando o máculopapular discreto. São mais freqüentes em crianças de baixa idade, na maioria dos casos acometendo a região palmo-plantar e não provocando descamação.
Chikungunya: febre, dor nas articulações, nas costas e cabeça, erupções cutâneas, fadiga, náuseas, vômitos e mialgias.

Fonte: Diário do Nordeste

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