download theme

Bonus for new user http://bet365.artbetting.gr 100% bonus by bet365.

bet365.artbetting.co.uk

Últimas notícias:
A+ A A-

Inflação de Fortaleza atinge a maior taxa em 9 meses: 1,08%.

A pressão sobre os preços de produtos e serviços não deu trégua para o bolso dos fortalezenses neste início de ano. Somente em janeiro, por exemplo, a inflação oficial da Capital cearense, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE, avançou 1,08% ante dezembro - a maior taxa mensal em nove meses. O resultado acabou impulsionando fortemente a taxa acumulada dos últimos 12 meses, que marcou 6,70% e pela primeira vez superou o teto da meta estabelecido pelo governo federal, de 6,50%.

O avanço do IPCA da Capital cearense também foi, em janeiro, o sétimo maior do País, dentre as 13 capitais brasileiras analisadas pelo IBGE. Levando em conta apenas o Nordeste, a taxa foi a mais elevada da região. "Janeiro é tradicionalmente um mês de grande pressão inflacionária, seja em Fortaleza ou no Brasil como um todo, ainda mais porque tivemos realinhamento nos preços administrados, tais como combustível, transporte coletivo e energia. Assim, essa elevada inflação não surpreende", diz o economista e professor da Unifor, Ricardo Eleutério.
Desemprego deve subir
Ainda de acordo com o economista, o fato do IPCA acumulado dos últimos 12 meses ter ultrapassado o teto da meta em 10 das 13 capitais brasileiras pesquisadas pelo IBGE, incluindo Fortaleza, indica que o trabalhador passará por maus bocados em 2015. "Some isso ao crescimento quase nulo da economia do País e o resultado será uma perda no dinamismo do mercado de trabalho. Assim, o desemprego deve voltar a subir, algo que não acontecia há anos", opina.
Ricardo Eleutério também definiu a inflação como "o pior imposto que existe", pois, segundo ele, a mesma reduz significantemente a renda e aumenta as desigualdades. "A expectativa é que o IPCA do Brasil avance acima de 7% neste ano. No Ceará, o quadro deve ser um pouco melhor que o nacional, dado que nossa economia tem crescido acima da média brasileira", conta.
Despesas pessoais puxam
Dentre os nove grupos analisados pelo Instituto na elaboração do IPCA de Fortaleza, aquele que mais avançou foi o de despesas pessoais, que registrou taxa de 2,53% no primeiro mês do ano. O maior impacto veio do custo dos hotéis, que subiu 11,34%, além das excursões, que ficaram 8,23% mais caras. O aumento nos serviços de manicure (5,74%) e cabeleireiro (5,13%) também impactaram fortemente no avanço do grupo.
O aumento dos gastos com alimentação e bebidas também contribuiu fortemente para a inflação de Fortaleza disparar em janeiro, já que o grupo avançou 1,39% e representa mais de 30% do IPCA da Capital cearense.
Vestuário (0,88%), transportes (0,34%), educação (0,32%) e artigos de residência (0,06%) também foram grupos que registraram avanço em Fortaleza no mês de janeiro. Outros três grupos apresentaram retração no período: saúde e cuidados pessoais (-0,02%), comunicação (-0,50%) e habitação (-0,53%).
Itens que mais subiram
Ao longo do mês passado, diversos produtos e serviços de Fortaleza apresentaram aumento nos seus respectivos preços, mas foram os alimentos aqueles que mais pesaram no bolso do consumidor. Para se ter uma ideia, quatro dos cinco itens que mais subiram em janeiro são destinados à alimentação. São eles: feijão-carioca (20,73%), batata-inglesa (23,78%), tubérculos, raízes e legumes (8,94%)e feijão-macassar, o fradinho (8,20%).
Em contrapartida, o preço dos utensílios de metal caiu 5,95% em Fortaleza ao longo de janeiro, o que também aconteceu com o acortinado (-5,58%) e com a energia elétrica residencial (-4,82). O aparelho telefônico (-4,61%) e a goiaba (-4,52%) também ficaram mais baratos.
Setor agrícola ameaçado
Para Ricardo Eleutério, a atual crise energética e hídrica que se espalha pelo País deve acabar pressionando o setor agrícola, que tende a produzir produtos mais caros. "Isso é ruim para Fortaleza, pois nossa cesta se baseia muito nos alimentos", conta. A valorização do dólar, que encarece as importações, também foi apontada pelo economista como impulsionadora do IPCA.
Resultado é o maior do País desde 2003, diz IBGE
Rio. O IPCA (índice oficial de inflação) começou o ano pressionado, com alta de 1,24% em janeiro, a maior desde fevereiro de 2003 (1,57%). Os dados foram divulgados ontem pelo IBGE.
Em dezembro, o índice já havia sido elevado (0,78%), resultado que levou o IPCA a fechar o ano de 2014 muito perto do limiar da meta do governo - ficou em 6,41% para um teto de 6,5%.
O índice acumulado nos últimos 12 meses, porém, fechou em 7,14%, atingindo a maior alta desde setembro de 2011.
Sem surpresas
Já era esperada uma forte pressão, vinda especialmente de preços controlados pelo governo, como energia elétrica e ônibus urbano - estes com reajustes em várias capitais do Brasil. O resultado ficou exatamente igual à previsão do mercado, que, portanto, não foi surpreendido.
De acordo com a agência Bloomberg, por exemplo, que consultou 28 economistas, o centro das apostas (mediana) dos analistas apontava para um crescimento de 1,24% em janeiro. O Itaú estimou, aliás, que o aumento acabaria sendo de 1,25%.
As principais pressões, em janeiro, vieram de alimentação e bebidas (1,48%), habitação (2,42%) e transportes (1,83%). O clima adverso, com a seca, tem impacto no preço dos alimentos.
Energia
O custo da energia deve seguir em alta com o regime de bandeiras tarifárias, que "joga" para o consumidor o custo extra do uso das termelétricas e deve sofrer reajuste em breve. Em um mês de bandeira vermelha, por exemplo, o valor adicional pago pela população, que atualmente é de R$ 800 milhões, saltará para R$ 1,460 bilhão.
Com esse cenário, analistas esperavam já um alta de cerca de 7,14% neste ano, superior ao teto da meta (6,5%).
A inflação deve ficar pressionada apesar do previsão de consumo e PIB (Produto Interno Bruto) fraco neste ano - as estimativas de especialistas apontam para um crescimento de apenas 0,5% da economia em 2015.
Indicador não escapou da estiagem e da energia
Rio. A estiagem exerceu uma das principais pressões sobre a inflação de janeiro medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), avaliou ontem Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). "De fato, em janeiro, tem algum fenômeno climático que atrapalha, que faz subir preços de alimentos. Mas neste ano em especial (o problema) está agravado por conta da seca, que fez com que aumentasse o custo não só de alimentos, mas de outros itens importantes para o consumidor", afirmou a pesquisadora do IBGE.
Eulina lembra que, embora a inflação de janeiro costume registrar uma pressão sazonal de alimentos sob o impacto de condições climáticas adversas - como o excesso de chuvas ou a falta delas -, a influência sobre a inflação foi mais forte este ano.
"A seca atingiu mais o índice pela gravidade do problema que o Brasil está passando. Além de prejudicar os alimentos, a agricultura, a pecuária, a falta de chuva também fez com que a energia elétrica passasse a ser um problema para o País. Aumentou o preço (da energia) e, como consequência, o IPCA veio forte", ressaltou a coordenadora, citando também o reajuste de taxa de água e esgoto, que foi de 1,42% em janeiro.
Preços administrados
Para a economista Natalia Cotarelli, do Banco Indusval & Partners (BI&P), os preços administrados devem continuar pressionando a inflação nos próximos meses, especialmente por causa da pressão na conta de luz.
Segundo ela, a alta de 8,27% em energia elétrica, que teve a maior contribuição para a taxa de 1,24% no IPCA de janeiro, ainda deve subir mais. "É o item que está difícil de ser estimado no IPCA deste ano, pois não sabemos ao certo o quanto será repassado aos consumidores", disse.
'Persistente e elevada'
O IPCA de janeiro, o maior desde fevereiro de 2003, mostra que a inflação permanece persistentemente elevada, avalia Gilberto Braga, professor de Finanças do Ibmec-RJ. Segundo ele, o índice pode até desacelerar um pouco em fevereiro, mas a inflação permanecerá em um patamar alto.
De acordo com Braga, a inflação será impulsionada este ano pelos aumentos de preços administrados. "Isso mostra que os ajustes econômicos são muito mais profundos e necessários do que se imaginava", comentou. O professor diz que a energia deve ser uma das vilãs da inflação este ano, pois, além dos ajustes contratuais anuais, haverá outras correções extraordinárias.
Apesar das expectativas de que o IPCA termine este ano em quase 7%, Braga ainda acha possível que a inflação desacelere para 4,5% ao fim de 2016, como tem prometido o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. "O único projeto que se tem hoje para o País é levar inflação para 4,5% em 2016", afirmou.
IPCA desacelera para serviços
Rio. A inflação de serviços desacelerou de 1,20% em dezembro para 0,87% em janeiro, dentro do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No entanto, no acumulado em 12 meses, os aumentos nos serviços continuam acima da inflação oficial, com alta de 8,75% ante uma taxa de 7,14% do IPCA.
"Os serviços desaceleraram por causa das passagens aéreas", afirmou Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE. As tarifas aéreas recuaram 4,25% em janeiro, após o salto de 42,53% em dezembro. A alimentação fora do domicílio registrou desaceleração, de 1,31% em dezembro para 1,01% em janeiro.
Na direção oposta, ficaram ainda mais caros o aluguel residencial (de 0,57% em dezembro para 1,22% em janeiro) e condomínio (de 0,52% em dezembro para 0,81% em janeiro).
Monitorados
De acordo com o IBGE, a inflação de bens e serviços monitorados saltou de 0,43% em dezembro para 2,50% em janeiro, dentro do IPCA. O resultado ficou bem acima da inflação geral registrada no último mês, de 1,24%. A taxa em 12 meses dos monitorados alcançou 7,55%, também superior à do IPCA no período, que ficou em 7,14%.
"O consumidor passou a pagar mais pelos ônibus urbanos nas principais regiões metropolitanas. Não só pelos ônibus urbanos, mas também táxi... Todo o setor de transporte público passou a pesar mais no bolso do consumidor", lembrou Eulina.
No entanto, o destaque na inflação medida em janeiro foi a tarifa de energia elétrica, também considerada um item monitorado, cujo aumento chegou a 8,27% no mês.
A taxa de água e esgoto também subiu, alta de 1,42% em janeiro, puxada por Campo Grande (elevação de 11,19%, devido a reajuste de 12,26% a partir de 3 de janeiro) e São Paulo (5,83%, devido a reajuste de 6,47% desde 27 de dezembro).
Levy não comentará resultado, diz governo
Brasília. O Ministério da Fazenda informou, no final da manhã de ontem, que o ministro Joaquim Levy não iria comentar a alta da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgada também nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O indicador fechou o primeiro mês deste ano com elevação de 1,24%, ante uma variação de 0,78% em dezembro, e atingiu 7,14% no acumulado de 12 meses, de acordo com o IBGE.
Primeiro enfrentamento
O resultado do IPCA de janeiro é o primeiro dado consolidado que Levy enfrenta desde que assumiu a Fazenda, no início do mês. A postura do ministro, contudo, tem sido de não comentar o desempenho da economia.
De acordo com a agenda oficial do Ministério, Levy passou o dia despachando de seu gabinete. Desde que assumiu, a nova equipe econômica têm defendido um ajuste fiscal mais forte em 2015 para evitar que a economia piore ainda mais. Para Levy, será preciso "puxar o freio" em 2015.

Fonte: Diário do Nordeste

Avalie este item
(0 votos)
voltar ao topo