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Usuários relatam falta de material em hospitais.

Denúncias feitas por profissionais e por usuários do sistema de saúde do Município indicam deficiências nos serviços, agravadas neste fim de ano. Os relatos envolvem falta de materiais de higiene e de curativos, além do cancelamento de exames. A Prefeitura de Fortaleza nega a situação, acrescentando que as falhas relatadas são fruto de mudança operacional implantada em alguns serviços para evitar o desperdício de materiais.

A sogra do consultor Rodrigo Furtado está internada no Hospital da Mulher desde agosto com problemas decorrentes da diabetes. Desde então, ele vem acompanhando uma queda na qualidade dos serviços prestados. "A minha sogra está na enfermaria e é minha esposa quem tem que fazer a limpeza e o curativo dela também. Às vezes, a gente tem que levar gaze, esparadrapo, produtos de limpeza e até sabonete", afirmou.
Segundo ele, o problema se agrava nos fins de semana. Furtado relata que exames também são prejudicados pela falta de pessoal. "Ontem (terça-feira), a gente precisou esperar 45 minutos para uma hemodiálise porque tínhamos que aguardar uma pessoa abrir e preparar a sala", afirmou. "Aquilo ali está abandonado. Isso ficou assim de uns dois meses para cá", completou.
A reportagem teve acesso também a uma comunicação interna em papel timbrado do Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH) e da Prefeitura de Fortaleza, datada deste mês, informando a suspensão de exames hormonais e imunológicos em oito unidades: Francisco Pereira de Almeida, Fernandes Távora, João XXIII, Recamonde Capelo, Sobreira Amorim, Waldemar de Alcântara, Hermínio Leitão e Gutemberg Braun. O texto não informa quando os atendimentos retornarão e nem indica uma opção para os pacientes.
Para a técnica de enfermagem e diretora setorial de saúde do Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos do Município de Fortaleza (Sindifort), Regina Cláudia Neri, a falta de material básico se repete em outros locais e foi agravada neste fim de ano. "O problema é que não tem verba. Foram criadas várias unidades de saúde e o recurso não aumentou, isso diminuiu o recurso dos hospitais", afirmou. Desde 2013, a Prefeitura de Fortaleza ampliou e reformou Unidades Básicas de Saúde.
Regina Cláudia cita ainda problemas no Centro de Especialidades Médicas, que ficava na praça José de Alencar e desde janeiro funciona temporariamente no posto de saúde Carlos Ribeiro, na Jacarecanga. "As pessoas estão deixando de ser atendidas por falta de espaço", disse. "O prefeito prometeu 7 policlínicas, mas o problema é para hoje".
Procedimento
Outro documento, atribuído a João Batista Silva, diretor executivo do Hospital Distrital Maria José Barroso de Oliveira, o Frotinha da Parangaba, vem circulando nas redes sociais. O texto pede que os profissionais realizem "no máximo, um curativo por dia, salvo criteriosas exceções" e justifica o procedimento pelas "dificuldades de abastecimento do final de ano, por parte de fornecedores". A reportagem tentou falar com o gestor do hospital, mas foi informada que ele estava viajando.
Francisco Pereira de Alencar, coordenador da Gestão Hospitalar da Secretaria Municipal de Saúde, afirma que esse documento foi um mal entendido e, por isso, uma nova circular foi enviada com a correção. Segundo ele, havia um desperdício de material porque curativos eram realizados pouco antes do médico chegar para examinar, havendo necessidade de refazer o curativo. Segundo ele, o que deveria constar na primeira circular é que, agora, os curativos serão feitos conforme determinação do cirurgião responsável. "O medico assistente determina a quantidade e a frequência necessária dos curativos. Mas eles serão feitos", declarou.
Em relação aos exames hormonais, Francisco Pereira de Alencar disse que não houve suspensão. Ele explicou que há um novo procedimento no Município para que os exames que não são de urgência, como é o caso dos hormonais, sejam centralizados no Hospital da Mulher. "Tem um kit que você pode fazer seis exames. Às vezes, um hospital não chega a utilizar tudo. Se você centraliza, o resultado sai com mais rapidez e qualidade".

Fonte: Diário do Nordeste

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