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Correspondências chegam com atraso de oito dias na Capital.

Quando uma carta simples é enviada por uma agência dos Correios, ela deve ser entregue no prazo de um dia, de acordo com o site da empresa. No entanto, não é isso que acontece em Fortaleza. Para testar o serviço, a reportagem do Diário do Nordeste enviou 15 correspondências, na última semana, de todas as Regionais da Capital, para vários bairros e somente uma chegou no prazo correto.
No dia 19 deste mês, oito das correspondências saíram da agência do Centro, localizada na Rua Senador Alencar, cada uma destinada para uma Secretaria Regional (SER).

As remetidas para os bairros Vila Ellery (SER I), Rodolfo Teófilo (SER III), Benfica (SER IV), Sapiranga (SER VI), e Centro (Sercefor), chegaram aos seus respectivos destinos com atraso de três dias. Já a endereçada para o bairro Aldeota (SER II), atrasou seis dias. As correspondências enviadas para a SER V foram as que mais demoraram: as destinadas para a Maraponga chegaram após sete dias e as do Conjunto Ceará foram recebidas com oito dias.
Também foram remetidas cartas de cada Regional para um só endereço na SER II. A única correspondência entregue dentro do prazo prometido foi a envida da agência da SER IV, na Avenida da Universidade, que demorou apenas um dia útil - postada no dia 20 e recebida dia 21 na Varjota. As postadas nos Correios da Avenida Francisco Sá, no Jacarecanga (SER I); da Rua Francisco Glicerio, na Maraponga (SER V); e na Avenida Oliveira Paiva, na Cidade dos Funcionários (SER VI), foram entregues no dia 22, após dois dias.
A carta colocada na caixa postal da agência da Rua Maria Tomásia, Aldeota (SER II), foi recebida apenas no dia 27, com oito dias de atraso. A única correspondência não entregue até o fechamento desta edição foi a emitida da Rua Professor Costa Mendes, no Rodolfo Teófilo (SER III), que já contava, ontem, com sete dias de atraso.
Desde que saiu do Crato e veio morar em Fortaleza, quando tinha 12 anos, o ator Thiago Andrade envia correspondências para os primos. Nos últimos anos, ele sofre com a demora. "Não são apenas as contas que chegam atrasadas. As cartas simples também", reclamou.
Hoje, ele opta por cartas registradas. Além de chegar ao destino com mais rapidez, diz Andrade, existe a segurança de acompanhar o percurso através do rastreamento no site do órgão.
Segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Correios, Telégrafos e Similares do Estado do Ceará (Sintect-CE), Lourdes Félix, na prática, as cartas simples não têm mais prazo para entrega, pois os Correios priorizam o envio do Sedex e cartas registradas. "Há dias que o carteiro não sai com uma carta simples para entregar", afirma.
O problema, relatou Lourdes, é que existe um déficit muito grande no número de funcionários, já que vários deles estão incapacitados de exercer sua função por motivo de doença, como problema de coluna, síndrome do pânico ou depressão. "Não existe reposição", destacou.
Data
De acordo com a assessoria de comunicação dos Correios, as estatísticas da empresa indicam que 94% dos objetos postais chegam no prazo. No entanto, admite que há problemas em alguns bairros, como o Conjunto Ceará.
No caso das 15 correspondências postadas pela reportagem, a empresa considera que duas chegaram na data precisa. Conforme a assessoria, o prazo para a entrega é de até dois dias úteis, diferentemente do que informa o site da empresa. Assim, para os Correios, as nove cartas entregues no dia 22 chegaram com apenas um dia de atraso.
Os Correios contam com cerca de 1.400 profissionais atuando na distribuição de cartas e encomendas no Estado. A empresa promove estudos com vistas à realização de um concurso.
Problema já existia em maio
Não é de hoje que os Correios são motivo de dor de cabeça. No último dia 7 de maio, o Diário do Nordeste publicou matéria em que o problema de atraso das correspondências foi comprovado mediante testes. A média de extravio no período era entre cinco e seis dias. As cartas foram remetidas do Interior do Estado, na cidade de Russas, Quixadá e Iguatu para a Capital.
Em Juazeiro do Norte, no período de publicação da matéria, uma complicação levantada foi a demora na entrega das faturas, pois contribui diretamente para a inadimplência dos consumidores. Alguns admitem que compram menos e devem mais em virtude da falta da fatura para pagar a conta. Os mais prejudicados são as pessoas físicas, mas também causa descrédito aos serviços de postagens.
Os cidadãos precisam ficar atentos às datas de vencimento de seus pagamentos e recorrer a outras alternativas. Caso a fatura não chegue até próxima a data limite, é recomendado que o consumidor entre em contato com a empresa para obter uma nova forma de quitar as dívidas. Caso isso não seja feito e a conta chegue em atraso, quem terá maiores dificuldades é o próprio cliente final.
Em maio, a cidade de Iguatu foi mais uma das que sofreram com o problema de atraso. O transtorno foi confirmado pelos moradores, em particular os consumidores que precisam pagar boleto. Os clientes de bancos e de lojas que enviam cobrança pelos Correios recebem com atraso as faturas.
Na época, a enfermeira Mardônia Queiroz contou que é preciso imprimir quase todos os meses uma segunda via, para evitar pagamentos em atraso e cobrança de juros e multas. Ela também relata que, somente depois de três ou quatro dias do vencimento, a fatura é entregue em sua residência.
O gerente comercial Kennedy Vieira afirmou que não espera mais pela entrega dos Correios. Ele destacou que sempre chega com atraso e, por isso, prefere imprimir pela Internet uma segunda via. Kennedy acrescentou que é raro um mês que não chega após o vencimento.
O servidor público Paulo Roberto Alencar precisou ir até uma loja de departamentos, também em Iguatu, para solicitar uma segunda via da fatura para o imediato pagamento.
Greve
Em maio, por meio de sua assessoria de comunicação, os Correios esclareceram que os atrasos verificados nas entregas são reflexo do aumento do número de correspondências registrado devido à última greve, que durou 42 dias e terminou em 14 de março. Conforme a empresa esclareceu na época, a paralisação gerou um acúmulo de carga acima da média normal em algumas regiões. Após o fim da greve, a produtividade das equipes de distribuição foi impactada pelos dois feriados estaduais do mês de março e pelas chuvas. "Os Correios contrataram cerca de 130 empregados temporários para reforçar a área de distribuição e normalizar a situação em todo o Estado", afirmou a assessoria.
O órgão também explicou que o prazo para a entrega de correspondências é de até dois dias úteis, podendo chegar a três, caso os objetos tenham sido postados fora do horário limite que cada agência possui. "Os casos de atrasos podem decorrer - além dos impactos da greve - de eventuais erros de endereçamento por parte dos remetentes ou de erro de encaminhamento interno por parte da empresa", alegou a assessoria.

Fonte: Diário do Nordeste

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