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Coordenadora que convenceu aluno a parar de atirar diz "pedi para ficar calmo"

Em entrevista ao Fantástico, neste domingo, a coordenadora que convenceu o adolescente de 14 anos a parar de atirar contra a turma disse que não teve medo de abordar o aluno no Colégio Goyases, em Goiânia, e pediu calma ao estudante.

Ao sair da sala junto com ele, Simone Maulaz Elteto revelou que o menino chegou a colocar a arma no corpo dela. Os tiros que ele já havia disparado causaram a morte de dois colegas e deixaram outros quatro feridos.

“Ele ficou com a arma posicionada no meu abdômen, a mão direita eu coloquei no ombro dele e a mão esquerda eu fui empurrando devagar a arma pro fundo da parede, em direção a uma sala que eu sabia que estava sem alunos”, contou Simone Maulaz Elteto.

De acordo com Simone, ela ouviu o primeiro disparo e correu para ver o que estava acontecendo na sala do 8º ano, que fica no terceiro andar do colégio. Ao chegar à sala, a coordenadora tirou uma aluna de dentro para evitar que fosse alvo de mais tiros. "Me aproximei dele, não tive medo, coloquei a mão no ombro dele, perguntei: 'O que houve, tá tudo bem?' Ele tava um pouco alterado", contou.

Em seguida, o adolescente atirou novamente."Ele deu um tiro pra trás da sala, para a parede. Aí eu falei: 'Fica calmo, me dá a arma, entrega pra mim'. Ele não quis e ele falou quero que chame meu pai. Eu disse: 'Já chamei seu pai, fique tranquilo, confie em mim, nós vamos resolver isso'", relatou Simone.

A coordenadora saiu junto com o aluno em direção à biblioteca."Chegando no corredor, eu fiquei com muito medo de ele entrar nas salas onde tinham outros alunos. Eu tinha que impedi-lo", disse, emocionada. "Aí nos descemos as escadas, eu sabia que tinha pais de alunos, alunos, funcionários no térreo da escola. Na minha cabeça, eu sabia que tinha muita gente lá e não podia levar ele pra lá. Eu levei ele pra biblioteca, sempre segurando", detalhou.

Simone conta que o aluno só travou a arma ao chegar à biblioteca do colégio."Fiz ele sentar numa cadeira perto de uma mesa, fui me aproximando dele e levei a outra mão por cima da minha mão. Aí eu posicionei a mão dele pra baixo, de forma que a arma não ficasse apontada nem para ele nem pra mim. Aí falei ele: 'Trava a arma, por favor. Então ele travou a arma'", explicou. Logo depois, os policiais militares chegaram à escola e ordenaram que o adolescente se deitasse no chão. Simone saiu correndo da sala em busca de ajuda para pedir ambulâncias. Até então, ela não sabia que dois alunos tinham morrido.

A coordenadora disse que tirou coragem para abordar o aluno de sua formação, "da proposta de escola que se preocupa com o ser humano". Por ter dialógo aberto com os estudantes, ela "tinha certeza" que o atirador a escutaria.

 

Fonte: Diário de Pernambuco

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